2017/06/21

Conferência "O e-mail e a gestão da informação nas organizações"

No dia 23 de junho pelas 16.30 realizar-se-à no Auditório do Camões um ciclo de conferências e debates organizado pelo Instituto da Cooperação e da Língua e promovido pelo Grupo de Trabalho de Gestão de Documentos de Arquivo da Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas. O tema será "O e-mail e a gestão de informação nas organizações" e pretende não só contextualizar a integração e gestão dos e-mails no âmbito da gestão da informação, como também conhecer procedimentos e metodologias utilizados. Para mais informações visite a página.

2017/06/14

Peça do mês de junho

 Moedas
Trata-se de um conjunto de conjunto de 6 moedas bastante representativas: uma moeda de 10 centavos onde se pode ler a inscrição na face da moeda: "República Portuguesa 1974"; uma moeda de 20 reis com a inscrição "Carlos I Rei de Portugal 1891"; duas moedas de 50 centavos datadas de 1973 e de 1956; uma moeda de 5 escudos com a inscrição: "República Portuguesa 1982"; e uma moeda de 20 centavos de 1974.
Estão inventariadas com os seguintes números ME/340558/5/6/7/8/9/10 e pertencem ao espólio museológico da Escola Secundária/3 de Castelo de Paiva.
A moeda é o meio através do qual se fazem transações financeiras, sendo emitida e controlado pelo governo.
As primeiras moedas em Portugal parecem datar da época de D. Afonso Henriques. Mas foi apenas com D. Sancho I que apareceu o chamado morabitino. Substituída posteriormente pelo real, a moeda portuguesa era cunhada através do uso de um martelo. Com a dinastia filipina passaram a utilizar-se métodos mecânicos. Durante o reinado de D. Pedro II surge o papel-moeda.
Em 1821 foi criado o Banco de Lisboa, o primeiro banco emissor e precursor do Banco de Portugal, que apareceu em 1846.
A primeira república altera novamente o sistema monetário através do aparecimento do escudo que se manteve até á entrada o euro.

MJS

2017/06/07

9 de junho -Dia Internacional dos Arquivos

No próximo dia 9 de junho celebra-se o Dia Internacional dos Arquivos. O Arquivo Nacional da Torre do Tombo junta-se a esta iniciativa com um programa sob o tema "Arquivos, Cidadania e Interculturalismo". Para aceder ao programa clique aqui.

2017/05/31

Exposição virtual "Mapas históricos no Museu Virtual da Educação - Coleção Knowlton-Wallbank"

Visite aqui a exposição virtual subordinada ao tema "Mapas históricos no Museu Virtual da Educação - Coleção Knowlton-Wallbanks". Trata-se de um conjunto de mapas de temática variada publicados pela editora americana A. J. Nystrom e da autoria de Daniel Chauncey Knowlton e Thomas Walter Wallbank.

2017/05/24

Faria de Vasconcelos - A Escola Nova - Parte II



“António Sena Faria de Vasconcelos (1880-1939) é um homem desse tempo, sensível às questões educativas e consciente de que só a educação pode tornar os homens livres e ‘iguais’. Preocupação que o irá acompanhar além-fronteiras, marcando, quer na europa, quer na américa latina […], a sua influência em prol da educação e das questões sociais relativas ao desenvolvimento humano” (Sousa Machado, 2016, p. 116).

Como afirma Sousa Machado (2016, p. 116), Faria de Vasconcelos foi um verdadeiro humanista, na medida em que entendeu a transformação social através da educação. Esta pedagogia respeita a individualidade do educando: cada aluno deverá redescobrir interesses próprios e, acima de tudo, desenvolver o espírito crítico e o caminho para a autodeterminação. No entender do próprio e de Faria de Vasconcelos (1918, p. 3), na escola todos os cursos devem respeitar a atividade pessoal e intelectual de cada aluno:

“Conclui-se que a proposta de Faria de Vasconcelos era ampliar o conhecimento dos professores sobre a psicologia da criança, propondo uma nova metodologia com a finalidade de sanar os problemas encontrados no ensino […] buscou comprovar a eficácia dos estudos em psicologia, desenvolvidos ao longo da sua trajetória intelectual […]” (Maques, 2016, p. 9).

O ideal subjacente ao movimento da escola nova[1] foi o combate às desigualdades sociais. Dai a necessidade do conhecimento dos novos modelos de psicopedagogias emergentes, por parte dos educadores, para a compreensão holística da criança. Na comemoração do 10.º aniversário da criação da Escuela Normal Mixta de Preceptores de la República na Bolívia, Faria de Vasconcelos (1929, p. 1), apelou a uma escola aberta, a uma polissemia de culturas e saberes empíricos. Este processo de aprendizagem seria, pois, a preparação dos alunos para uma comunicação vivente e integrada nas soluções do país.

“A prática pedagógica da escola de FV [Faria de Vasconcelos] revela-se actual e pertinente por ser centrada na aprendizagem do aluno, no desenvolvimento do pensamento crítico e criativo e numa educação e formação para a vida e para o trabalho, […]” (Duarte, 2010, p. 20).

Para além desta preocupação – escola aberta –, Faria de Vasconcelos foi autor de uma vastíssima obra teórica. Destacamos por ora a sua colaboração na revista de intervenção Seara Nova, que continua a sua publicação no regime de Salazar e, portanto, se revestiu de grande importância para os futuros movimento de educação aberta. Intelectuais como Jaime Cortesão, Raúl Proença, Vitorino Nemésio, Maria de Castro, António Sérgio, entre outros foram acérrimos colaboradores da Seara Nova. Como bem verificou Cruz (2001, p. 147), os “seareiros” foram uma fonte de inspiração para Faria de Vasconcelos e António Sérgio, tendo colaborado na reforma de João Camoesas.[2]

A primeira grande guerra alterou profundamente a vida intelectual de Faria de Vasconcelos. Com a invasão da Bélgica pelo exército alemão, o pedagogo viu-se forçado a cessar a experiência da Escola de Bierges-Lez-Wawre, rumando a Genève, para o Instituto Jean-Jacques Rousseau. Algum tempo depois, e por diligência de Adolphe Ferrière, rumou a Cuba e depois à Bolívia, onde veio a realizar uma notável obra pedagógica. A sua ação, aliás, estendeu a sua influência a toda a América Latina, com a sua didactica de la escuela nueva (cf. Ferreira, 2010, p. 38):

“A proposta educativa de Faria de Vasconcelos, profundamente marcada pela Educação Nova e na lógica de uma pedagogia científica, pugnava por uma educação integral, no sentido em do desenvolvimento de todas as capacidades do educando e que a escola deveria dar a cada individuo para a intervenção de cada um num futuro melhor” (Ferreira, 2010, p. 38).

Os ideais Faria de Vasconcelos estão editados nas suas Obras completas, que incluem o seu texto emblemático: Une école nouvelle em Belgique, publicado em Genève em 1915, traduzido em 1919 para inglês, em 1920 para castelhano e em 2015 para português, como Uma escola nova na Bélgica.

Fonte (2016) destaca as seguintes investigações de Faria de Vasconcelos: O ensino ético-social das multidões, Lisboa, 1902; La psychologie des foules infantiles, Bruxelas, 1903; Une école nouvelle en Belgique, Neuchatel e Paris, 1915; Problemas escolares, Lisboa, 1921 e 1929; Lições de pedagogia e pedagogia experimental, Lisboa, 1923; Didáctica das ciências naturais, Paris-Lisboa, 1923; Lições de Psicologia Geral, Lisboa, 1924; Ensaio sobre a psicologia da intuição, Lisboa, 1922; O Instituto de Orientação Profissional Maria L. B. de Carvalho, Lisboa, 1926; Problemas escolares, Lisboa, 1935, etc.

Faria de Vasconcelos morreu em Lisboa, na freguesia de Benfica, a 11 de agosto de 1939 com 59 anos de idade.

P. M. 
  

Bibliografia:


ALVES, L. A. M. –  “República e educação: dos princípios da Escola Nova ao manifesto dos pioneiros da educação”. Revista da Faculdade de Letras-História, vol. 11 (2010), p. 165-180.


BANDEIRA, Filomena – Vasconcelos Cabral Azevedo, António Sena Faria de. Dicionário de educadores portugueses. Porto: Asa, 2003.


CRUZ, Maria Gabriel Moreno Bulas – “Antônio de Sena Faria de Vasconcelos (1880-1939): um português no movimento da ‘escola nova’". Educação em Revista, vol. 2, n. 1 (2001), p. 138-149.


DINIZ, Aires Antunes - "Faria de Vasconcelos - um educador da escola nova nas sete partidas do mundo." II Congresso Brasileiro de História da Educação - Intelectuais e memória de educação no Brasil, 2002, p. 1 - 12.


DUARTE, Madalena Luzia Pereira - À descoberta da escola nova de faria de Vasconcelos. Aveiro: [s. n.], 2010. Dissertação de Mestrado apresentada à universidade de Aveiro.


FERREIRA, António Gomes; MOTA, Luís – “Educação e formação de professores do ensino secundário na Primeira Republica”. Exedra, n. 4 (2010), p. 33-48.


FERREIRA MARQUES, J. F. – Faria de Vasconcelos e as suas obras de psicologia e de ciências da educação. Lisboa: Academia de Ciências de Lisboa, 2012.


FIGUEIRA, M. H. –  “A educação Nova em Portugal (1882-1935): semelhanças, particularidades e relações com o movimento homónimo internacional”. História da Educação, vol. 8, n.15 (2004), p. 29-52.


FIGUEIRAS, Manuel Henrique – “A educação nova em Portugal (1882-1935): semelhança, particularidades e relações com o movimento homónimo internacional, parte I”. História da Educação, ASPHE/FaE/UFPel, n. 14 (set. 2003), p. 97-140.


FONTES, Carlos – “Pedagogos portugueses” [em linha]. História da Formação Profissional e da Educação em Portugal e Colónias: século XIX, [2016]
[consult. 25 jan. 2017].


GOMES, J. F. –  “A. Faria de Vasconcelos (1880-1939)”. Revista Portuguesa de Pedagogia, vol. 14 (1980), p. 231-255.


MARQUES, Josiane Acácia de Oliveira – “Medir, diagnosticar e reparar: o que diz o manual pedagógico de Faria de Vasconcelos sobre a aplicação de testes aritméticos”. São Paulo: Educação Matemática na Contemporaneidade: desafios e possibilidades, 2016.


PATRÍCIO, Manuel  F. ­– “A Seara Nova no itinerário pedagógico de Faria de Vasconcelos”. Seara Nova, n. 1712 (verão, 2010). [consult. 25 jan. 2017].


REIS, Manuel Pires Dias dos – Recenseamento bibliográfico de Faria de Vasconcelos: contributo para um estudo da sua acção pedagógica. Porto [s.sn.], 1972. Dissertação de Licenciatura em Filosofias, apresentada à Faculdade de Letras de Universidade do Porto.


SOUSA MACHADO, Teresa – “Faria de Vasconcelos: um pioneiro no movimento da escola nova na europa e na américa latina”. Revista Argentina de Ciencias del Comportamiento, vol. 8, n. 2 (ago. 2016), p. 115-123.


VACONCELOS, Faria de – “Ecos de la fiesta intelectual y artística de la escuela Normal: discurso-informe del director señor Faria de Vasconcelos.” Revista Pedagógica, n. 7. A. 2 (jun. de 1918), p.1-17.


VASCONCELOS, Faria de – Uma escola nova na Bélgica ; pref. de Adolphe Ferrière. Aveiro: Universidade de Aveiro, 2015.


VASCONCELOS, Faria de - Hacia el mar. Sucre: Taller Tipografico de Darís N. Pórcel, [1929].

VASCONCELOS, Faria de - O Instituto de Orientação Prosissional. Sua finalidade, organização e funcionamento. Lisboa: Oficinas Fernandes, 1935.


VASCONCELOS, Faria de – O que é e o que deve ser a educação física. Lisboa: Papelaria Maia, 1928.


VASCONCELOS, Faria de – “Syllabus” del curso de dirección y organización de las escuelas. Sucre: Escuela Normal Mixta de Preceptores de la Republica [Bolívia], 1919.





[1] O movimento educação aberta propõe a gratuitidade do ensino básico e secundário, a concessão de bolsas para o ensino superior a indivíduos com capacidade e sem recursos, o próprio Ministro da Instrução António Sérgio (1883-1969) defende que é no indivíduo, em cada indivíduo, que a unidade da consciência se manifesta. Neste contexto formulou a sua doutrina sobre o socialismo cooperativista, surgindo-lhe o cooperativismo como a forma de organização social mais consentânea com a sua conceção do homem como ser ativo e criador. Com a proclamação da República (1910/10/05), passou a trabalhar a favor da reforma da educação no nosso país. Maís tarde, na década de 1970, foi marcada por novas práticas de ensino-aprendizagem no ensino de crianças e no advento das universidades abertas. Da mesma maneira, o termo educação aberta é utilizado atualmente no contexto dos chamados Recursos Educacionais Abertos, trazendo consigo uma gama de novas práticas de ensino-aprendizagem que se popularizaram com o advento das tecnologias educacionais.
[2] João José da Conceição Camoesas (1887-1951) foi um médico, jornalista e político que, entre outras funções, foi Ministro da Instrução Pública durante a Primeira República Portuguesa, tendo então protagonizado uma tentativa de reforma do sistema educativo que ficou conhecida por Reforma Camoesas. Pertenceu à Maçonaria e foi opositor ao regime do Estado Novo, tendo em consequência falecido no exílio.

2017/05/17

Peça do mês de maio

Visite aqui a peça do mês de de maio.

2017/05/10

Exposição virtual: "A Física e os seus instrumentos - Espólio Museológico da Escola Secundária Machado de Castro"

Visite aqui a exposição virtual sobre os instrumentos utilizados em contexto das aulas de Física, pertencentes ao espólio museológico da antiga Escola Secundária Machado de Castro.